Let's set the world on fire

14 anos, leonina (ascendente em libra), acredito no amor acima de tudo, gleek, lermaniac e liar, a menina que está em último lugar em todos os quesitos de beleza, sonhadora, extremamente chata, mandona, desesperada, cabeça dura, orgulhosa, preguiçosa, teimosa, e muito mais, principalmente negativa. E com uma excelente capacidade de estragar ótimas amizades, fazer tsunamis em copos d'água, falar merdas fora de hora, transformar coisas simples em problemas monumentais, se apaixonar por qualquer um e de afastar as pessoas mais amadas. Prazer :)

Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink
Permalink

“Siga a estrada das pedras amarelas!”

Eu ainda não cheguei em Oz. Estou há um tempo seguindo a estrada das pedras amarelas. Mas é que, na verdade, eu ainda não encontrei três amigos que eu já deveria ter encontrado…

Espantalho, onde está você? Eu preciso urgentemente de suas ideias, é muito difícil seguir esse caminho sem sua companhia! Sabe, você não tem medo de nada, não tem pensamentos ruins, justamente porque você não pensa. Ah, espantalho, preciso de você para me indicar o caminho certo. Você não tem medo da Bruxa! Sem você, ela roubará meus sapatos! O que eu faço?

Homem de lata, cadê você? Não consigo expressar com palavras minha necessidade de te ter agora comigo. Eu entendo que você esteve enferrujado por muito tempo e que você não tem um coração, mas o seu auxílio é muito importante para mim. Eu fico ainda mais perdida sem a sua sensibilidade e poesia. Homem de Lata, quando você vai aparecer? 

Leão, e você? Essa estrada parece muito mais pavorosa sem suas pegadas! Eu estou com medo! Receio que vá dar tudo errado. Eu realmente sinto sua falta aqui ao meu lado agora. Quem irá me defender? Não se esqueça que a Bruxa está a minha procura. Leão, sem você, ela irá me vencer! E agora?

Espero que vocês três apereçam logo. Eu preciso voltar para Kansas! (Julia Emin Marino)

Permalink

Um castelo

Não escrevo aqui durante algum tempo. Não que eu tenha parado com a ideia de me expressar através das palavras, mas é que tem sido muito para organizar. Eu quero falar tanta coisa, entretanto não cabem nas palavras que conheço. Está difícil! Difícil sentar em minha cadeira e colocar nas linhas o que me fere no peito e sem explicação. 

Parece que tudo quis desabar ao mesmo tempo. Eu perdi pessoas, perdi amigos, perdi voz, perdi o chão. O que eu cantava antigamente, passa longe da minha boca agora. E o que eu construí, desmoronou, como desmorona aquele castelo de areia, onde a criança deposita admiração, carinho e deslumbre.

Talvez seja nessa situação em que me encontro: uma criancinha indefesa chorando na praia por um castelinho de areia demolido. 

E, nessa minha praia, não há conchinhas na beira do mar. Assim, a criancinha continua chorando. As ondas continuam lambendo suas pernas, o vento continua bagunçando seus cabelos, o mormaço continua fervendo seu corpo, a vida continua machucando… sem piedade. (Julia Emin Marino)